
“SES-AM é a Casa da Corrupção!”: empresários acusam secretário Alberto Saraiva de querer extorquir 10% do valor que iria pagar salários atrasados da Saúde
Representantes de cooperativas médicas do Amazonas denunciaram um suposto esquema de cobrança de 10% sobre repasses atrasados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Segundo os relatos, o secretário Luís Alberto Saraiva e o secretário executivo Pedro Guilherme Gioia teriam condicionado o pagamento dos valores devidos a um desconto compulsório, em reunião a portas fechadas. As empresas de medicina afirmam estar sem receber ao longo de todo o segundo semestre e que o governo não regularizaria os débitos ainda em 2026. Os denunciantes alertam para o risco de colapso no atendimento hospitalar e pedem apuração formal do Ministério Público e dos órgãos de controle. A conduta descrita pode configurar concussão, prevaricação e improbidade administrativa, segundo o texto. As acusações ainda precisam de confirmação independente da Justiça.
Perguntas frequentes
Quem são os acusados de cobrar 10% dos repasses atrasados da Saúde do Amazonas?
Os empresários acusam o secretário de Saúde, Luís Alberto Saraiva, e o secretário executivo, Pedro Guilherme Gioia, de condicionar o pagamento dos repasses atrasados a um desconto compulsório de 10%.
O que teria sido dito na reunião entre empresários e gestores da SES-AM?
Segundo os relatos, os gestores teriam sugerido que, se as empresas abrissem mão de 10% dos valores devidos, os pagamentos atrasados seriam viabilizados. A reunião ocorreu a portas fechadas entre donos de cooperativas médicas e chefes da pasta.
Qual é a situação dos pagamentos às cooperativas médicas do Amazonas?
As empresas de medicina afirmam estar sem receber ao longo de todo o segundo semestre. Os empresários ouviram que o governo não regularizaria os valores devidos ainda no ano de 2026.
Quais são os riscos apontados pela denúncia para a população?
A denúncia alerta para o risco iminente de colapso no atendimento hospitalar à população no fim de ano. Os hospitais já estariam com os profissionais sobrecarregados, e a retenção de 10% agravaria a precariedade do sistema.
Quais crimes podem ser configurados pela conduta descrita?
A exigência de reter 10% dos valores devidos pode caracterizar concussão, prevista no Artigo 316 do Código Penal, com pena de 2 a 12 anos de reclusão e multa. Os gestores também podem responder por prevaricação e por improbidade administrativa.
O que pedem os denunciantes às autoridades?
Os denunciantes pedem apuração formal do caso e manifestação urgente do Ministério Público e dos órgãos de controle. O objetivo é barrar o desvio de conduta e garantir o atendimento ao cidadão amazonense sem extorsões.
Quem trouxe os relatos a público?
O ex-gerente de hospitais e fundações da Secretaria de Saúde do Amazonas, Michael Lemos, trouxe os relatos a público. Ele classificou a pasta estadual como uma verdadeira casa de corrupção.
As acusações já foram confirmadas pela Justiça?
Não. As acusações ainda precisam de confirmação independente da Justiça, segundo o próprio texto da denúncia.