
Operação prende seis servidores suspeitos de cobrar propina para liberar empresas; entenda o caso
A Operação Fariseus, deflagrada pela Polícia Civil no Pará, prendeu temporariamente seis servidores públicos municipais suspeitos de cobrar propina para liberar empresas e evitar multas. A ação ocorreu nesta quarta-feira (14) em Belém e Ananindeua, cumprindo seis mandados de prisão temporária, seis de busca domiciliar e seis de busca pessoal. A Justiça também determinou o afastamento cautelar de 16 servidores investigados por corrupção passiva e associação criminosa. Segundo as investigações, os suspeitos atuavam na Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém, envolvendo secretarias de Finanças, Urbanismo, Meio Ambiente e Saúde. A apuração começou em 2023, após uma empresária denunciar um fiscal que teria exigido R$ 1,5 mil para não multar seu estabelecimento. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 16,3 mil em espécie, celulares, computadores e documentos. A Polícia Civil segue analisando o material para identificar outros envolvidos, incluindo empresários e intermediários.
Perguntas frequentes
O que é a Operação Fariseus no Pará?
É uma ação da Polícia Civil do Pará que prendeu seis servidores públicos municipais suspeitos de cobrar propina para liberar empresas e evitar multas. A operação foi realizada em 14 de maio de 2025, em Belém e Ananindeua.
Quantos servidores foram presos na Operação Fariseus?
Seis servidores públicos municipais foram presos temporariamente durante a operação. Eles permanecem à disposição da Justiça.
Quantos servidores foram afastados cautelarmente?
A Justiça determinou o afastamento cautelar de 16 servidores públicos de suas funções. Essa medida não representa uma condenação dos investigados.
Onde os suspeitos atuavam?
Os investigados atuavam na Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém, que reúne profissionais de secretarias como Finanças, Urbanismo, Meio Ambiente e Saúde.
Como começou a investigação que levou à Operação Fariseus?
A investigação começou em 2023, durante a Operação Telecorrupção, após uma empresária denunciar um fiscal da Secretaria Municipal de Urbanismo de Belém por exigir R$ 1,5 mil para não multar seu estabelecimento.
O que foi apreendido durante a operação?
Foram apreendidos aproximadamente R$ 16,3 mil em dinheiro, além de celulares, computadores e documentos. O material será analisado pela Polícia Civil.
Quais crimes são investigados na Operação Fariseus?
Os investigados são suspeitos de corrupção passiva e associação criminosa. Eles teriam cobrado propina para facilitar processos administrativos e evitar multas a empresas.
A Polícia Civil ainda pode identificar outros envolvidos?
Sim. A Polícia Civil continuará analisando o material apreendido e cruzando informações bancárias e mensagens para identificar empresários, contadores e outros possíveis intermediários envolvidos no esquema.
As prisões representam uma condenação definitiva?
Não. As prisões são temporárias e não representam condenação. A responsabilidade individual de cada investigado ainda depende da análise das provas e dos procedimentos judiciais.
Qual órgão da Polícia Civil está conduzindo as investigações?
As investigações estão a cargo da Divisão de Repressão à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos (Decord), vinculada à Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor).