
Grave: Embaixada dos EUA emite alerta para americanos deixarem a Rússia após peste pneumônica vazar de laboratório e matar pesquisadora
A Embaixada dos Estados Unidos na Rússia emitiu um alerta para que cidadãos americanos deixem o país imediatamente, após relatos de morte de uma pesquisadora e possível surto de peste pneumônica na região de Irkutsk, no sul da Sibéria. A morte de Darya Shipilova, de 28 anos, ocorreu após ela quebrar acidentalmente um tubo de ensaio com a bactéria Yersinia pestis em um laboratório de biossegurança nível 3 ligado ao Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk. Pelo menos 197 pessoas foram isoladas e 177 hospitalizadas, além de 60 funcionários do instituto colocados em quarentena. O governo russo nega as circunstâncias do acidente e classifica a morte como pneumonia de origem desconhecida, enquanto o governador regional confirmou tratar-se de peste. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que conversará com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a crise, e o senador Marco Rubio exigiu mais informações de Moscou. A peste pneumônica é a forma mais virulenta da doença, com período de incubação de até 24 horas, mas tem altas taxas de recuperação se tratada precocemente com antibióticos.
Perguntas frequentes
O que motivou o alerta da Embaixada dos EUA na Rússia?
A Embaixada dos Estados Unidos na Rússia reforçou o alerta para que cidadãos americanos deixem o país imediatamente devido à morte de uma pesquisadora e a um possível surto de peste pneumônica na região de Irkutsk, no sul da Sibéria. O comunicado também menciona a capacidade limitada de Washington para prestar assistência fora de Moscou.
Quem era Darya Shipilova e como ela morreu?
Darya Shipilova era uma pesquisadora de 28 anos que trabalhava em um laboratório de biossegurança nível 3 ligado ao Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk. Ela morreu após quebrar acidentalmente um tubo de ensaio contendo a bactéria Yersinia pestis, causadora da peste pneumônica, em 25 de setembro, e faleceu dias depois.
Quantas pessoas foram isoladas após o incidente?
Ao menos 197 pessoas assintomáticas foram isoladas após terem tido contato com a pesquisadora. Desse total, 177 foram hospitalizadas em duas unidades da região e 12 encaminhadas para um instituto antipeste, além de 60 funcionários do próprio instituto colocados em quarentena.
Qual é a posição do governo russo sobre o caso?
O governo russo tem apresentado versões conflitantes. O Rospotrebnadzor classificou a morte como pneumonia de origem desconhecida, e o epidemiologista Mikhal Favorov rechaçou o relato do tubo quebrado, afirmando não haver risco à população. No entanto, o governador regional confirmou que se trata de peste.
Como os Estados Unidos reagiram à crise?
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que conversará diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin, sobre a crise. Além disso, o senador Marco Rubio exigiu formalmente mais informações de Moscou sobre as circunstâncias da morte da pesquisadora.
O que é a peste pneumônica e quais são os sintomas?
A peste pneumônica é a forma mais virulenta da doença causada pela bactéria Yersinia pestis, com período de incubação de apenas 24 horas. Os sintomas incluem febre, calafrios, falta de ar, dor de cabeça, fraqueza, tosse, dor no peito e, em alguns casos, expectoração com sangue.
Há tratamento para a peste pneumônica?
Sim, quando diagnosticada precocemente e tratada rapidamente com antibióticos, a peste pneumônica apresenta taxas de recuperação superiores a 83%. A região de Irkutsk está recebendo tratamento profilático com antibióticos como medida de precaução.
O que se sabe sobre o laboratório onde ocorreu o acidente?
O laboratório é de nível de biossegurança 3, especializado em doenças infecciosas e ligado ao Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk. A instalação não tinha histórico de acusações relacionadas a armas biológicas, segundo o texto.