
‘Pesquisa de padaria’: TRE-AM suspende pesquisa da Pontual por falhas graves e “risco de induzir eleitor ao erro”; veja
O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas suspendeu, nesta quinta-feira (1º/10), a divulgação de uma pesquisa eleitoral da empresa Pontual Pesquisas e Mídias Ltda. A decisão liminar foi da juíza auxiliar Mônica Cristina Raposo da Camara Chaves do Carmo, após representação da coligação Pra Cima Amazonas. A ação apontou falhas graves no registro AM-09552/2026, como previsão de divulgação antes do fim da coleta, falta de localização de 30 entrevistas em Parintins e divergências matemáticas na Zona Leste de Manaus. Também foram citadas contradições na metodologia para municípios do interior, com divisão por bairros ora inaplicável, ora usada com rateio uniforme sem considerar a população. A juíza afirmou que as inconsistências violam a Lei Eleitoral e podem induzir o eleitorado ao erro a poucos dias do pleito. A empresa tem dois dias para se defender, e o Ministério Público Eleitoral terá um dia para parecer antes da decisão final.
Perguntas frequentes
O que o TRE-AM decidiu sobre a pesquisa da Pontual?
O TRE-AM determinou a suspensão imediata da divulgação da pesquisa eleitoral da Pontual Pesquisas e Mídias Ltda. A decisão liminar foi proferida pela juíza auxiliar Mônica Cristina Raposo da Camara Chaves do Carmo em 1º de outubro.
Quem pediu a suspensão da pesquisa?
A suspensão foi solicitada pela coligação Pra Cima Amazonas, que moveu uma representação contra a pesquisa. A ação apontou falhas graves no registro do levantamento.
Quais falhas foram apontadas na pesquisa da Pontual?
Foram apontadas inconsistências como previsão de divulgação antes do término da coleta, falta de localização de 30 entrevistas em Parintins e divergências matemáticas no subtotal da Zona Leste de Manaus. Também houve contradições na metodologia para municípios do interior.
Qual é o número de registro da pesquisa suspensa?
A pesquisa identificada pelo número AM-09552/2026 foi suspensa pelo TRE-AM. O registro está em nome de Eric Lima Barbosa – ME.
Por que a juíza considerou a divulgação perigosa?
A juíza Mônica do Carmo afirmou que a divulgação de dados com inconsistências metodológicas e erros formais pode induzir o eleitorado ao erro. Isso poderia interferir indevidamente no processo democrático a poucos dias do ato eleitoral.
O que a Pontual precisa fazer agora?
A Pontual Pesquisas está proibida de veicular os resultados até nova deliberação da Justiça. A empresa foi citada para apresentar sua defesa técnica em um prazo máximo de dois dias.
Qual é o prazo para o Ministério Público Eleitoral se manifestar?
Após o prazo de defesa da Pontual, o Ministério Público Eleitoral terá um dia para emitir um parecer sobre o caso. Depois disso, uma decisão definitiva será tomada.
Qual lei eleitoral foi citada na decisão?
A decisão citou o artigo 33 da Lei Eleitoral (Lei n.º 9.504/1997), que exige fidedignidade e transparência no registro de pesquisas. A juíza destacou que o registro completo é um pilar indispensável para a auditabilidade.