
“Bateram recorde!”: grupo político de Wilson Lima e Roberto Cidade é alvo da 4ª operação da PF antes das eleições
Em menos de um mês, a Polícia Federal realizou quatro operações no Amazonas envolvendo a estrutura do governo estadual e aliados do governador Wilson Lima e do candidato Roberto Cidade. A mais recente ocorreu em 1º de outubro, quando a PF e o GAECO cumpriram seis mandados de busca e apreensão na Secretaria de Segurança Pública do Amazonas para investigar suposta espionagem política contra adversários. Em 24 de setembro, a Operação Combustão mirou um esquema de corrupção na Aadesam, resultando no bloqueio de R$ 17 milhões e na prisão em flagrante do ex-presidente da agência, pastor José Nilmar Alves de Oliveira, por posse ilegal de armas. No dia 4 de setembro, a PF voltou à Aadesam para coletar novos documentos, e em 3 de setembro a primeira operação apurou a transferência de 19 servidores para trabalhar na campanha de Roberto Cidade. A investigação também identificou indícios de obstrução de justiça, como um computador entregue corrompido e a tentativa de ocultar um notebook. O atual presidente da Aadesam, William Alexandre Silva de Abreu, está na mira do Ministério Público Eleitoral, que pediu seu afastamento cautelar.
Perguntas frequentes
Quantas operações da Polícia Federal foram realizadas contra o grupo político de Wilson Lima e Roberto Cidade?
Foram quatro operações da Polícia Federal em menos de um mês, entre 3 de setembro e 1º de outubro, envolvendo órgãos do governo do Amazonas e aliados do governador Wilson Lima e do candidato Roberto Cidade.
O que a PF investiga na operação de 1º de outubro na Secretaria de Segurança Pública do Amazonas?
A PF e o GAECO investigam a suposta criação de uma estrutura paralela para espionagem política, com o objetivo de levantar informações sigilosas sobre adversários políticos para beneficiar a campanha de Roberto Cidade e Wilson Lima.
O que foi a Operação Combustão e quais foram seus resultados?
A Operação Combustão foi deflagrada em 24 de setembro e investigou um suposto esquema de corrupção na Aadesam, envolvendo peculato, lavagem de dinheiro, organização criminosa e caixa dois eleitoral. A Justiça bloqueou R$ 17 milhões em bens dos investigados e o ex-presidente da agência, pastor José Nilmar Alves de Oliveira, foi preso em flagrante por posse de duas pistolas 9mm.
Por que a PF retornou à Aadesam no dia 4 de setembro?
A PF retornou à Aadesam para coletar novos documentos e extrair dados que dessem seguimento às investigações sobre abusos de poder político e econômico ligados à campanha de Roberto Cidade.
O que foi descoberto na primeira operação na Aadesam, em 3 de setembro?
A operação apurou que 19 servidores da Aadesam estavam sendo transferidos da capital para o interior com a finalidade oculta de trabalhar na campanha de Roberto Cidade. Além disso, a PF encontrou indícios de obstrução de justiça, como um computador do setor de Recursos Humanos entregue corrompido e a tentativa de ocultar um notebook.
Quem é William Alexandre Silva de Abreu e qual sua situação?
William Alexandre Silva de Abreu é o atual presidente da Aadesam. Ele está na mira do Ministério Público Eleitoral, que solicitou seu afastamento cautelar e a aplicação de multas por descumprimento de decisões judiciais.
Qual a relação das operações com as eleições de 2026?
As operações ocorrem na reta final para o pleito de 2026 e investigam denúncias que incluem uso eleitoral da máquina pública, corrupção e espionagem política, envolvendo o governador Wilson Lima e o candidato Roberto Cidade.
O que o Governo do Amazonas tem declarado sobre as investigações?
O Governo do Estado tem afirmado que colabora com as autoridades e presta todos os esclarecimentos solicitados.